Só gente “de bem”: médico e enfermeiro estupradores são bolsonaristas

A vítima de Goiânia morreu no último domingo (26) e, antes do óbito, relatou para uma funcionária do hospital que teria sido abusada sexualmente pelo técnico de enfermagem.

A família de uma jovem de 21 anos, vítima de abuso sexual enquanto estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Goiânia Leste, em Goiás, só ficou sabendo do crime após o sepultamento da jovem, informou ao Correio a Organização Goiana de Terapia Intensiva (OGTI), responsável pela UTI do hospital.

A jovem deu entrada no hospital em 17 de maio devido a uma crise convulsiva. No mesmo dia, de acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, Paula Meotti, o técnico em enfermagem Ildson Custódio Bastos, 41 anos, passou as mãos nas partes íntimas da vítima, que, no momento, estava com as mãos amarradas.

Baseada em imagens de câmera de monitoramento , a delegada diz que o abuso durou cerca de uma hora. As cenas também mostram que a paciente tentou resistir, mas não tinha chance por estar contida.

O técnico em enfermagem responderá por estupro de vulnerável, de acordo com a Polícia Civil de Goiás. Ele se entregou à polícia na quarta-feira (29/5) e está detido de forma cautelar. Já havia um mandado de prisão contra ele.

Enquanto isso, nas redes sociais, o médico Neandro Schiefler adotava discurso em defesa da ética e da moral e se dizia um homem de família. No consultório, ele abusava sexualmente de pacientes. “As vítimas eram estupradas enquanto estavam imobilizadas e desacordadas. As imagens são chocantes”, relata o delegado responsável pelo caso.

A Polícia Civil de Itajaí (SC) prendeu, no último sábado (16), o médico Neandro Schiefler, de 39 anos. A operação “Jaleco Branco” cumpriu um mandato de prisão que determina a detenção do homem por 30 dias.

Neandro Schiefler aparece em vídeos abusando sexualmente de pacientes sedadas. Alexandre Carvalho de Oliveira, delegado responsável pelo caso, afirma que as cenas são extremamente fortes.

“As vítimas eram estupradas enquanto estavam imobilizadas e desacordadas. As imagens são chocantes”, relata Alexandre. O médico foi encaminhado ao Complexo Prisional de Canhanduba.

Schiefler atendia como clínico geral na rede pública de saúde em Itajaí. No entanto, os casos de abuso envolvem pelo menos dez mulheres e podem ter ocorrido em várias cidades do litoral de Santa Catarina, por onde o médico passou.

“Cidadão de bem”
Nas redes sociais, o médico Neandro Schiefler adotava um discurso em defesa da ética e da moral e se dizia um homem de família. O casamento de Neandro Schiefler foi uma festa luxuosa amplamente noticiada na imprensa local e elogiada por amigos e parentes.

“Contra a corrupção e tudo de errado que está aí”, Schiefler declarou voto em Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República na eleição de 2018.

Suas redes sociais foram tiradas do ar após a revelação do escândalo, mas o caso repercutiu entre internautas. “Quando uma pessoa bate no peito e se declara ‘cidadão de bem’, já sei que tem muita sujeira debaixo do tapete”, publicou um usuário.

Um colega de profissão desabafou: “Poxa, que vergonha! Por isso nem digo mais que sou médico, mas sim que estou Médico. Estes infelizes além de, em sua maioria, serem reacionários, cometem crimes imperdoáveis. Que horror”.

Fonte: Blog da Cidadania

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