Vigiado por acusado de matar Marielle, professor decide deixar o Rio de Janeiro



Reportagem de Rodrigo Teixeira no Jornal Meia Hora.

Em julho de 2017, após a imprensa revelar um atrito entre o então deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o professor da rede estadual do Rio de Janeiro Pedro Mara, um dos acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa realizou uma pesquisa para ter mais detalhes sobre o educador. Desde, então, a vida do educador mudou.

Após ter acesso às informações de que estava sendo vigiado pelo PM, Mara resolveu agir. E ele teve auxílio da Comissão de Educação e da Comissão de Direitos Humanos, ambas da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para entrar em um protocolo de segurança. Agora, ele vai deixar o Rio de Janeiro para manter sua integridade física.

“Me sinto principalmente violentado. Amo o que eu faço, amo o meu trabalho. Foi uma luta para abrirmos turmas este ano. O sentimento é de tristeza e desesperança, as coincidências que estão acontecendo precisam ser explicadas para a sociedade. Temos uma crise política instaurada. E quanto mais se investiga, mas tem que ser explicado. Há uma nuvem de fumaça sobre a democracia”, diz o professor Pedro Mara, que é diretor Ciep 210, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Segundo o educador, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro (Sepe) acompanham e dão suporte para que ele deixe o Rio de Janeiro temporariamente.

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