ESQUECER? JAMAIS!

Abolição no Brasil: Uma alegoria do descaso.

Durante muito tempo a historia oficial tratou da questão escravista no Brasil e sua consequente derrocada como algo que foi fruto das idéias iluministas que ganharam repercussão em todo mundo, aliadas às pressões inglesas para que o Brasil utilizasse mão-de-obra livre, de modo que se criasse um mercado interno assalariado e consumidor que pudesse disputar mercados internacionais de forma justa. Para tal, o Brasil teria de forma lenta, gradual e sem maiores agitações criado as leis abolicionistas para extinção da escravidão.

A abolição teria acontecido, para a historiografia tradicional, através das leis que culminaram no evento do 13 de maio de 1888. Dentre elas: Lei Feijó proibindo o tráfico e considerando os africanos introduzidos no Brasil a partir desta data como livres (esta lei ficou conhecida popularmente com a "lei para Inglês ver", pois havia um acordo desde 1826 em que o Brasil se comprometia em abolir a escravidão em um período de três anos e foi algo que foi largamente burlado pelos escravocratas brasileiros; Lei Eusébio de Queiroz para extinguir o tráfico em 1850; a lei do ventre livre em 1871 que declarava livres os filhos de escravos nascidos a partir dessa data, mas os mantinham sobre a tutela de seus senhores até atingirem a maioridade aos 21 anos; a lei Saraiva Cotegipe ou lei dos sexagenários em 1885, que concedia a liberdade para escravos com idade superior a 60 anos; e finalmente a lei Áurea em 13 de Maio de 1888. Teria sido resolvido de forma bem sucedida o problema da escravidão que durou cerca de 350 anos no Brasil.

Esta versão ensinada por muito tempo nas escolas traz um enorme prejuízo para a avaliação do processo da queda do regime escravocrata que tantos males trouxe para o Brasil. O primeiro que se pode identificar surge de um questionamento. Durante este processo onde estavam e o que faziam os escravos? Pois bem, esta história factual e encabeçada pelos heróis abolicionistas e a Corte brasileira exclui do processo as pessoas que viveram a experiência do cativeiro. A abolição aparece como uma dádiva do imperador e das pessoas iluminadas que viram neste ato uma forma de resolver um problema que se tornara insustentável. Se a memória se faz com pessoas (pessoas em toda sua pluralidade que se possa imaginar) e lugares, nesta versão tradicional faltam as pessoas que sofreram as amarguras da escravidão durante cerca de 350 anos e toda a sua complexa rede de relações e atitudes diante desta prática atroz. Faltam os escravos africanos e os cativos nascidos nas terras brasileiras (conhecidos como crioulos). O lugar reservado para se pensar estes sujeitos era o do que recebia a chicotada de forma pacífica e largado a toda sorte de sofrimentos físicos e psicológicos.

O dia 13 de maio passou a ser comemorado como o dia da abolição da escravidão. Dia que as pessoas rememoravam o fim da escravidão, mas os significados que estas comemorações oficiais se propunham não tinham nada de emancipador ou que revigorasse a auto-estima dos descendentes dos cativos. A exemplo disso, vimos no dia 13 de maio de 1943 uma matéria no jornal A Tarde que trazia uma imagem de um evento em comemoração a abolição. Neste evento crianças depositaram flores em frente a uma estátua de castro Alves, na praça homônima do poeta. Fotografaram crianças, em sua maioria negras ou pardas, em frente ao monumento dedicado a Castro Alves, o "cantor dos escravos", como os jornalistas nomeavam o poeta Castro Alves. Salientava-se na matéria que a campanha abolicionista teve grande participação de ilustres políticos baianos e todos assistiam a um espetáculo onde as amarguras e a problematização do legado da escravidão desapareciam completamente. Jornalistas demonstravam preocupação pelo atual esquecimento das festividades que outrora tinham esta data. Os mesmos jornalistas, enquanto isto, participavam orgulhosos de um evento em que crianças entoavam hinos patrióticos em sua redação. Evento que cujas crianças declamavam poesias de Castro Alves e cantavam os patrióticos hinos em comemoração aos feitos dos políticos abolicionistas.

Um trecho de uma belíssima música de Bob Marley chamada "Redemption Song" sugere que uma mudança no olhar para este tipo de abordagem sobre a escravidão vem sendo apregoado pelo mundo, principalmente nos locais que tiveram um papel protagonista na recepção de seres humanos da diáspora africana. Como no Caribe, Brasil, EUA entre outros. Diz a música:

"Emancipate yourselves from mental slavery.

None but ourselves can free our minds"

(Liberte-se da escravidão mental.

Ninguém além de nós pode libertar nossas mentes).

Este cantor que é um dos ícones da música negra no mundo sugere-nos que o papel na mudança das vidas das pessoas comuns está cada dia mais nas mãos das mesmas. Esta música citada começa falando sobre o rapto de pessoas na África e o comércio de suas vidas. Ressalta que mesmo depois de tantas amarguras essas pessoas escravizadas sobreviveram e seguem triunfantes, mesmo depois do assassinato de muitos de seus descendentes. Infelizmente em vez de serem analisadas em seu potencial pedagógico e ser enfatizada a mensagem de aumento da auto-estima e importância da população negra contidas nesta música, segue a idéia de marginalizar o reggae, uma música predominantemente negra, tratando-o como música de drogados e potenciais criminosos.

Quando acompanhamos o que estava disposto na lei Áurea, percebemos que os políticos não estavam preocupados com os destinos dos despossuídos. Não estavam preocupados em garantir-lhes. Não passava pelas discussões dos mesmos abolicionistas a importância de que os ex-cativos pudessem exercer suas práticas culturais, a exemplo a capoeira e sua religiosidade, livres de restrições. Pelo contrário, os resquícios do que se preservara da cultura africana no Brasil era proibido e perseguido.

A lei Áurea declarou que estava extinta a escravidão no Brasil e revogavam-se disposições em contrário. Nada mais! O que esta lei impunha e a comemoração do dia promulgação da mesma não auxilia a pensarmos a população negra como protagonista de sua história, nem tão pouco problematizar os problemas oriundos de um longo processo de escravização de um povo e a negligencia do Estado frente às demandas desta população liberta sem propriedade ou qualquer reparação.


Fonte: O Historiante

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Padre Daniel Pedro Marques de Oliveira: escravidão, liberdade e racialização no Amazonas Imperial

Artigo-do-Leitor
A história de africanos e seus descendentes no Amazonas começa a vencer um longevo silêncio. Paira sobre a trajetória de homens e mulheres negros da região uma poderosa (e arraigada) força discriminatória que oculta a importância das culturas africanas para a formação social e política da sociedade amazonense. Em tempos de celebração pelo mês da consciência negra, é bom lembrar o que a muitos interessa esquecer.
Comecemos pelo ilustre, e desconhecido, deputado provincial, Daniel Pedro Marques de Oliveira, homem negro, cuja trajetória se pautou pela proteção a fugitivos do cativeiro, pela denúncia de escravocratas violentos, pelo incentivo à emancipação, e por inúmeras depreciações de cunho racial sofridas durante sua vida pública. Antes, convém notar que a presença africana na Amazônia está ligada ao drama da escravidão e do infame comércio de almas que se inicia no século XVII e atinge o XIX. Entretanto, a população negra do Amazonas não era formada apenas por escravizados. Na segunda metade do século XIX, por exemplo, mais de 80% de homens e mulheres negros da província eram livres (entre nascidos livres e alforriados). Dentre estes, estava o vigário Daniel, padre e professor de primeiras letras na Vila de Silves.
Em março de 1860, o jornal Estrella do Amazonas noticiou a captura de sete escravos fugidos que durante quase dez anos viveram em Silves sob à proteção de autoridades públicas, entre delegados e vereadores. O vigário Daniel, em defesa das autoridades silvienses, acusou o Chefe de Polícia de "perseguição política" e logo foi também acusado de cumplicidade no acoutamento dos fugitivos: o que significava dizer, nos termos da época, "prejudicar a lavoura" e perturbar a "tranquilidade pública".
Mas as acusações não findaram aí. A depreciação da imagem pública do padre, feita por seus opositores nos jornais, baseava-se principalmente na questão racial e num certo estigma por ter nascido escravo: Daniel era pardo e liberto. A cor de sua pele era manejada para desqualificar seus discursos e menosprezar suas ações enquanto cidadão livre. Em agosto de 1860, o padre foi ameaçado com açoites e chibatadas, por ser "uma besta que só o vergalho é que pode endireitar", assim dito e assim arrematado pelo escrivão da província, o senhor Manoel da Figueira: "preto quando não suja, tisna". Semanas depois, publicações na imprensa tratavam-no como um "pescador de águas turvas", como um "intruso" que não possuía o direito de intervir nos "assuntos dos amazonenses".
Os oponentes do vigário tinham razão quanto às vontades dele em ampliar sua área de influência e intervir nos "assuntos amazonenses". Em novembro de 1860, o padre solicitou a abertura de uma escola na qual pudesse ensinar gramática latina, francesa, retórica e filosofia racional aos silvienses. Meses depois, cobrou do Inspetor da fazenda pública o pagamento de seus rendimentos pelos serviços prestados. Nesse meio tempo, ainda manteve contínuo contato com o Chefe de Polícia para denunciar agressões sofridas por mulheres da vila.
Em 1863, Daniel esteve no centro das disputas políticas da província. As eleições de todo o Amazonas foram anuladas, dentre outros motivos, porque a mesa eleitoral de Manaus fora presidida por um liberto: o vigário Daniel. Rezava a Constituição Imperial que os libertos possuíam apenas o direito de ser votante – e não candidatos. Tal dispositivo constitucional restringia aos negros que se libertavam do cativeiro o exercício pleno da cidadania política no Império. Dessa maneira, nenhuma função poderia ser exercida por um ex-escravo nas eleições em que se escolheriam os deputados. Em sua defesa, o padre deu publicidade ao seu assento de batismo, argumentou que a liberdade é um bem natural presumido pelos Evangelhos, citou passagens do Novo Testamento e trechos das Ordenações Filipinas. De nada adiantou. Logo em seguida, os editores do jornal Catechista replicaram o assento de batismo, mas para atacar ao vigário. No desfecho do libelo escrito, mais uma acusação: "o reverendo é escravo se não provar com documento que foi alforriado (...) e o mais que pode subir na escala social é a camada dos LIBERTOS".
A estratégia àquela altura era colocar sérias dúvidas sobre a liberdade do padre, exigindo-se provas e mais papéis comprobatórios. Em um país que assistira, não fazia muito tempo, à entrada de mais de 700 mil africanos contrabandeados (à revelia da lei de 7 de novembro de 1831 que proibira o tráfico atlântico de escravos) e, portanto, ilegalmente escravizados, não é de admirar que tais suspeitas tenham sido levantadas. Mesmo porque, era um costume muitíssimo vulgar entre as autoridades policiais do Império agir sob o pressuposto, inaugurado por Eusébio de Queiroz, de que todo "preto é suspeito de ser escravo até que se prove o contrário". Assim, policiais e autoridades jogavam nas costas dos africanos e seus descendentes a responsabilidade de provar a sua condição de liberdade, ou seja, transferiam o ônus da prova àqueles que eram vitimados com o contrabando e o cativeiro ilegal.
Foi, decerto, informado por essas experiências que tornavam a liberdade de negros livres bastante precária, vulnerável e instável, que o vigário Daniel se pronunciou contra o tratamento "bárbaro" que a mulata Benedita, mesmo depois de libertada por alforria, vinha sofrendo diariamente "debaixo de um cruel cativeiro". Em carta endereçada ao presidente da província, o sr. Domingos Monteiro Peixoto, o padre acusava o ex-senhor de Benedita, João Roiz Terço, "homem de gênio violento e péssimos precedentes", de zombar da lei e da autoridade ao escravizar pessoa livre; e rogava ao presidente pela "garantia da liberdade dessa infeliz brasileira" contra a força avassaladora dos costumes senhoriais escravocratas.
No ano anterior, ocupando o cargo de deputado provincial, o vigário Daniel se manifestou pela liberdade de quatro escravos dos empresários Mesquita & Irmãos, solicitando o emprego de verbas da Assembleia para a compra das alforrias dos cativos. Noutra ocasião, também se empenhou pela liberdade de mais duas crianças, Ana e Joaquim, quando a mãe delas, Maria José, seguiu ela própria à Assembleia para fazer valer um direito garantido pelo § 11 do artigo 11 da lei provincial n.200 de 5 de maio de 1870, que destinava 12 contos de réis para a libertação dos escravos da província. Sobre o requerimento que fez a escrava Maria José, o vigário Daniel exigiu, apenas, o seguinte: ver os dois meninos, na Assembleia provincial, quando fossem receber as cartas de liberdade.
Sobre o padre Daniel há muito mais para dizer. De início, é preciso salientar o fato de que se trata do primeiro negro de origem escrava a ocupar o cargo de deputado provincial e, tempo depois, de vice-presidente da Assembleia do Amazonas, nas legislaturas de 1876-77. Desconhecemos caso semelhante em todo o Império Brasileiro. Mais do que isso, o que contamos aqui de sua história é suficiente para lembrar algo importante nesse mês da consciência negra: revela-se a densidade histórica de um passado recente vivido pela sociedade amazonense pautado pela discriminação em bases raciais. Apesar da grande influência em Silves, aliado às principais autoridades daquela localidade (acusadas de acoutar escravos fugidos), Daniel sofreu forte oposição das elites políticas de Manaus quando tentava abranger sua esfera de atuação política. No cerne das acusações e desqualificações que sofreu estava a cor de sua pele e o fato de ter sido escravo, ainda que libertado na pia batismal.
Apesar do que afirmava o Novo Testamento, dizia o editor do jornal Catechista, "no Brasil o fato é que nem todos são livres". Vale acrescentar: muitos, inclusive, viviam um cativeiro ilegal. Também não ajudou o argumento de que fora libertado no ato do batismo. Ainda restava o preconceito de cor. Como sugeria uma das crônicas jornalísticas citadas, ser negro no Amazonas significava possuir uma mancha inextirpável. Implicava, por outro lado, a definição de uma identidade estrangeira para os de origem africana, os tais "intrusos" – discursos de interesse que buscavam marginalizar (e silenciar) negros e negras da vida pública e do seio das questões políticas, sociais e outros mais "assuntos amazonenses".
*Ygor Olinto Rocha Cavalcante é Mestrando em História Social (UFAM) e Professor das Escolas IDAAM. Vencedor do I Prêmio de Monografia e Dissertação do Concurso Nacional de Pesquisa sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais e Cultura Afro-Latina (Fundação Palmares/MEC – 2010). É autor de "'Fugido, ainda que sem motivo': escravidão, liberdade e fugas escravas no Amazonas Imperial. In: SAMPAIO, Patrícia. O fim do silêncio: presença negra na Amazônia. Belém: Editora Açaí; CNPQ, 2011. É autor de "Histórias de Joaquinas: mulheres, escravidão e liberdade (Brasil, Amazonas: séc. XIX)", em Revista de Estudos Afro-Asiáticos, n. 46, Salvador, 2012. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Culturas de Migração e Trabalho na Amazônia (GPMTAM/PPGH/UFAM).
**Tenner Inauhiny Abreu é Mestrando em História Social (UFAM) e Professor da Universidade Nilton Lins. É professor da rede pública estadual do Amazonas. Secretário de formação do Sindicato dos Trabalhados em Educação do Estado do Amazonas. Desenvolve pesquisa no âmbito do mestrado com o tema "Nascidos no grêmio da sociedade: racialização e mestiçagem entre os trabalhadores da Província do Amazonas", iniciado em 2010. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Culturas de Migração e Trabalho na Amazônia (GPMTAM/PPGH/UFAM).

Fonte: 24am
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Projeto lança novo olhar sobre origem e destino de descendentes de africanos


Uma jornalista radicada nos Estados Unidos se dedica, há mais de uma década, à missão de registrar e divulgar a história de vítimas da escravidão e o destino de seus descentes.
O objetivo de Ana Alakija, que é descendente de um clã de um antigo reino iorubá, o segundo maior grupo étnico nigeriano, é destacar aspectos pouco explorados pela ensino oficial de história.
"Peço licença aos meus antepassados africanos para quebrar a tradição de passar nossa história oralmente e apresentar suas memórias de forma mais concreta", disse à BBC Brasil.
Desde 1997, a jornalista vem reunindo informações e documentos coletados no Brasil e também na África - especificamente em Lagos, na Nigéria - para onde um grupo de africanos e descendentes voltou após a abolição da escravatura.
O esforço resultou na produção de um documentário, um livro e uma série de exposições com fotos, documentos e artesanatos que ilustram a trajetória do grupo interconectado pelo Atlântico.


Escravidão no Brasil

 
Estima-se que metade dos cerca de 13 milhões de africanos capturados para servirem de escravos nas Américas tenham sido enviados para o Brasil.
Ana se concentra na história que não é ensinada nas escolas, mostrando as conquistas e as contribuições intelectuais, comerciais e políticas dos africanos à sociedade, antes e depois da escravatura.
Um número expressivo de vítimas, por exemplo, fazia parte da elite política e religiosa iorubá, e esses indivíduos foram vendidos como escravos porque eram prisioneiros de guerra. Isso representa uma perspectiva histórica diferente da ideia de servidão passiva dos escravos que é geralmente contada nas salas de aula, segundo a pesquisadora.
Muitos dos escravos brasileiros alforriados reconquistaram o status social de seus antepassados, tornando-se médicos, advogados, comerciantes, políticos e donos de propriedades, tanto na África quanto no Brasil.
sp projeto brasileira escravidao
Um exemplo do fenômeno é o destino da própria família Alakija, que conectou os dois continentes mesmo após a abolição da escravatura, em 1888.
"Meus bisavós eram vizinhos na África, mas só se conheceram no Brasil. Meu bisavô reconquistou seu título de nobreza e dinheiro quando voltou à Nigéria, estabelecendo lá uma plantação de algodão com o que aprendeu no Brasil", disse Ana.
O avô da jornalista, Maxwell Alakija, visitou o Brasil na infância e se apaixonou pelo país. No início do século 20, o filho do próspero fazendeiro decidiu estudar advocacia em Salvador, que já contava com uma renomada faculdade de direito. Na Bahia, ele fez carreira como advogado e teve três filhos. O pai de Ana e sua irmã se dedicaram à medicina, e o irmão deles optou pela engenharia civil.
O objetivo da historiadora é que a preservação e divulgação do papel dos negros na África e nas Américas contribuam com a continuidade dos vínculos originalmente estabelecidos entre esses continentes. "Esse diálogo pode ajudar a criar um entendimento mútuo para os relacionamentos entre brancos e negros nas sociedades modernas e multiculturais", disse Ana.
O projeto da jornalista é intitulado Memorial Alakija e já está programado para ser promovido nos próximos meses em eventos no Brasil, Nigéria, Estados Unidos e alguns países europeus. "Quero ter um sentimento de missão cumprida", afirma Ana.

Fonte: BBC

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Cemitério dos Pretos Novos :Um genocídio acidentalmente descoberto e vergonhosamente recordado

pretos novos

Muito se sabe sobre as duras penas a que eram submetidos os escravos, em vida. Pouco se sabe, porém, sobre o triste fim desses negros, responsáveis pela construção do país. Por tanto tempo, os restos mortais desses africanos estiveram esquecidos, enterrados, até que, em 1996, um casal que mora no histórico bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, resolveu reformar a casa onde moravam e descobriram uma enorme quantidade de ossos sob o chão. Conheça mais sobre o Cemitério dos Pretos Novos!

Campanha de assinaturas solidárias da Black Brasil. Veja como apoiar

 
Black Brasil © 2006 - Mostrando o que a grande mídia não vê - Whatsapp (71) 99249-7473 -