Essa arquiteta só queria depositar seu cheque, mas foi exposta à uma cena de racismo inaceitável.


Parece mentira que algumas pessoas — nos dias de hoje (2017, em pleno século XXI) — ainda sejam alvo de racismo, mas infelizmente essas situações acontecem… e são mais comuns do que se imagina. O relevante é não se calar e fazer como a arquiteta Trish Doolin, que escancarou em sua rede social a humilhação à qual foi exposta quando tentou depositar um cheque em um banco em Seattle (EUA).

Doolin acabava de se mudar para Seattle para trabalhar na área de Arquitetura da empresa Nelson Connections Inc. Tudo ia bem até que ela recebeu seu primeiro salário e precisou ir até uma sucursal do Key Bank para depositar o cheque. O que aconteceu ali foi totalmente inaceitável e vai muito além do procedimento padrão de segurança de qualquer instituição financeira. Ela narrou a cena com detalhes em seu Facebook, na qual fica muito claro que ela foi vítima de racismo. 

When you’re 1 of a handful of Black female architects EVER and you try to cash your payroll check @keybank. pic.twitter.com/U1pndNGvFv  



“Quando você deposita seu cheque às 9h. Você entra no seu carro e recebe uma ligação do gerente às 9h15. Quando o gerente pensa que seu cheque é falso. Quando ele te leva para uma sala e pede para você se sentar. Quando ele procura sua companhia no Google e te pergunta por que a sede está na Philadelphia. Quando ele chama o RH da sua empresa para verificar se você realmente trabalha lá. Quando ele pede o número da usa mesa de trabalho. Quando ele pergunta o que você faz. Quando ele pergunta onde está o PNC Bank. Quando você quer pular na mesa dele e gritar. Quando você só quer chorar. Quando O RH não responde para confirmar que você trabalha lá. Quando você tem ID. Quando ele diz que vai segurar seu cheque por 9 dias para estar “seguro”. 

Sua história viralizou e a arquiteta ganhou o apoio de milhares de internautas, apesar disso ela  comentou que esse tipo de atitude é muito comum no sua dia a dia. 

“Vivo em um mundo onde não importa o que há no meu cérebro ou na minha carteira. Não importa como arrumo meu cabelo ou o quão fabulosa me vejo quando saio pela porta, sigo sendo negra. As pessoas seguram suas bolsas quando eu passo”, desabafou Doolin. 

Esperamos que essa tipo de história ajude as pessoas a se conscientizarem de como esse tipo de atitude pode magoar as pessoas, além de ser considerado crime em várias partes do mundo. Que nunca mais ninguém tenha que passar por uma situação como essa!

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