Uma jovem, de 19 anos, acusa dois policiais militares de estupro em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a vítima, o caso teria ocorrido nessa quarta-feira (12) no Terminal Rodoviário, após os policiais oferecerem uma “carona”. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e os policiais foram afastados.

“Ele me machucou muito. Enquanto o PM me estuprava, minha cabeça batia no vidro da viatura. O outro policial só dirigia como se nada estivesse acontecendo. Eu já chorei demais”, desabafou a jovem ao G1, nesta sexta-feira (14).


Carona para a rodoviária e estupro

De acordo com o relato da vítima, ela retornava de uma festa na casa de uma amiga e pediu informações aos policiais, indagando onde tinha um ponto de ônibus. A jovem explica que os militares ofereceram carona até o Terminal Rodoviário Tude Bastos, falando que seria mais tranquilo para que ela conseguisse um ônibus.

“Eu aceitei. Nunca esperei que uma pessoa que deveria garantir a minha segurança poderia fazer isso comigo”, explica.

Segundo a vítima, ela sentou no banco de trás e um dos policiais ficou ao seu lado. Durante o percurso, o policial começou a puxar seus cabelos e forçar um beijo.

“Ele abriu as calças, com a arma na cintura, e forçou a minha cabeça para que eu fizesse sexo oral nele. Depois me jogou no banco e me violentou sexualmente, sem camisinha. Eu falava que não queria e ele continuava. Senti muito medo e fiquei sem reação”, diz.


‘Ninguém trata como um abuso porque ele é um policial’

A jovem explica que, por ser um policial, as pessoas não acreditam em seu relato. Ela ficou em estado de choque. “Me deixaram na rodoviária como se nada tivesse acontecido. Ele ainda teve coragem de perguntar se estava tudo bem. Eu só queria ir embora”, acrescenta a vítima que, com o terror vivido, acabou esquecendo o celular no banco da viatura.

“Ninguém trata como um abuso porque ele é um policial, mas não deveria ser assim. Quando fui na delegacia prestar depoimento, ele ainda teve coragem de olhar para mim, com os braços cruzados, e riu ironicamente”, completa a vítima.


Policiais negam e caso será investigado

A Polícia Militar foi acionada após o ocorrido e a jovem foi encaminhada ao Hospital Municipal de São Vicente para realizar exames. O aparelho telefônico foi achado no banco da viatura onde a jovem afirma ter sido estuprada. Os policiais negam o crime.

O carro foi levado para a perícia e o caso registrado na Delegacia Sede de Praia Grande. Agora, a investigação ficará por conta da DDM.


Nota da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo na íntegra:

“O caso é investigado pela DDM da Praia Grande e pela Corregedoria da PM, que instaurou um inquérito Policial Militar. Os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados. Laudos periciais foram solicitados. Todas as circunstâncias relativas aos fatos são apuradas”.

Jovem é estuprada dentro de viatura da PM em SP após militares oferecerem ‘carona’

O Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC) acaba de lançar o relatório ‘Mulheres em Prisão: enfrentando a (in)visibilidade das mulheres submetidas à justiça criminal’, com o objetivo de apontar como a justiça criminal brasileira prende e é seletiva em relação à liberdade de determinadas mulheres.

O estudo acompanhou cerca de 200 mulheres em audiências de custódia, no período de dezembro de 2017 a abril de 2018.

De acordo com a pesquisa, o Poder Judiciário brasileiro prende, julga e condena as mulheres sem nem ao menos levar em consideração possíveis medidas alternativas.

Além disso, o sistema de encarceramento é seletivo. De acordo com os dados, 68% das mulheres encarceradas são negras, 57% são solteiras, 50% têm apenas o ensino fundamental e 50% têm entre 18 e 29 anos.

Ainda, a maior parte delas é mãe e cumpre pena em regime fechado, não possui antecedentes criminais, estava envolvida com atividades relacionadas ao tráfico e ao transporte nacional e internacional de drogas, e possui dificuldade de acesso a empregos formais.

De acordo com outro estudo, o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias/ Infopen Mulheres, entre 2000 e 2014, a população carcerária feminina cresceu 567,4%, no Brasil. O ITTC afirma que estas mulheres, que estão à espera de julgamento ou estão condenadas, têm seus direitos violados diariamente e vivem uma vida dolorosa, pois, além de estarem excluídas da sociedade, sofrem por estarem longe dos filhos e familiares.

68% das mulheres encarceradas no Brasil são negras, aponta estudo


Foi nas calçadas de Marechal Hermes, Zona Norte do Rio, que Alexandre Alcântara e Daniele Reis se conheceram e se apaixonaram, em 2016. Ele, vendedor de DVDs. Ela, mãe de dois filhos, vivendo em situação de rua. Três anos depois de começarem essa história de amor, o casal conseguiu realizar um sonho: um casamento com festa, véu, grinalda e uma casa para morar com a família.

No Dia dos Namorados, celebrado nesta quarta-feira, 12 de junho, o amor de Alexandre e Daniela abre a série "Bem do Rio", que conta histórias de cariocas ou moradores da Região Metropolitana que, de alguma forma, têm uma relação especial com a cidade, com seus bairros e comunidades.

Como todo conto de fadas com final feliz, a história do casal foi cheia de percalços.

Aos 14 anos, Daniele resolveu tomar uma decisão importante na sua vida: sair da casa dos pais adotivos e viver na rua. Com uma relação conturbada com o pai, a jovem diz que não teve escolha – e acabou entrando para as estatísticas. Segundo a Prefeitura do Rio, em 2018, 4.628 pessoas viviam em situação de rua na cidade.

“Meu pai me colocou para fora de casa, e eu precisava tomar essa decisão. Na rua eu tive os meus dois primeiros filhos e foi muito difícil. É muito sofrimento você ter que estar com seus filhos na rua e depender da ajuda dos outros até para comer. Quando conheci o Alexandre, eu vi que tudo poderia ser diferente, porque ele gostou dos meus filhos, e os meus filhos, dele."

Apaixonado, Alexandre decidiu sair da casa da mãe e viver com Daniele e os filhos dela na rua.

“Eu vi algo nela que eu não sei explicar. Floresceu um sentimento dentro do meu coração e até hoje a gente está junto. Aquele era o único jeito de a gente ficar junto, na rua. E eu pensava que a gente ia viver para sempre lá”, conta.

Uma nova vida

Por meio de um projeto de ação social de uma igreja em Praça Seca, na Zona Oeste da cidade, Alexandre e Daniele conseguiram sair da situação de rua. Ganharam uma casa e também a chance de se casar oficialmente e na igreja, um sonho de criança dela.

O novo lar da família, em Engenheiro Pedreira, bairro de Japeri, trouxe uma nova perspectiva para o casal. Os dois vivem agora com três filhos: dois que ela já tinha e um terceiro, fruto do romance. Juntos, os cinco formam uma só família.

“Sair da rua muda muita coisa na vida de alguém. Hoje eu posso entrar pela porta da frente de qualquer lugar. Antes, eu era enxotado. E quero mostrar isso para os meus filhos, dessa maneira. Quero mostrar para os meus filhos que o mundo é grande a gente pode alcançar qualquer coisa”, diz Alexandre.

Na nova rotina, Alexandre não deixa de sonhar. E quer andar com as próprias pernas.

“Ainda dependo de ajuda e da boa vontade das pessoas, porque estou desempregado. Para mudar isso, eu preciso de um emprego. Quero poder dar aos meus filhos as coisas com o meu trabalho e também ajudar as outras pessoas, da mesma forma como eu fui ajudado.”

Bem do Rio': ex-moradores de rua realizam sonho de casar na igreja

Em artigo publicado no site da revista Marie Claire, a antropóloga Debora Diniz analisa os desdobramentos da acusação de estupro de Neymar: "O que circula é a versão de um homem poderoso com mais audiência que qualquer veículo de comunicação no planeta"
 
Foto: Reprodução Instagram

Neymar foi acusado de estupro e nega o crime. Ao invés de aguardar a investigação policial ou mesmo se pronunciar com amparo de advogados, optou por expor-se ao mais vulgar tribunal de justiça do planeta, as mídias sociais. Sua conta no Instagram, que está entre as 10 com mais seguidores na história, fez com que 120 milhões de pessoas fossem alcançadas com seus seis minutos de explicações. Em instantes, de algoz passou a vítima.

A narrativa de Neymar pode ser espontânea ou parte de uma estratégia calculada de defesa. Para um crime de difícil comprovação, como é o estupro em relações que se estabelecem consensuais, Neymar fez uso de uma tática moral que ressoa no imaginário de gênero – os homens seriam seres vulneráveis à artimanha erótica de mulheres sedutoras. Ouvimos sua voz como narrador, enquanto a vítima é exposta em diferentes níveis da breve intimidade vivida: vemos partes de seu corpo erotizado, lemos frases soltas de um jogo de sedução. Quem o assiste passa a ser voyeur da vida sexual de homens famosos, porém ingênuos.

Como recuso o papel de participante no tribunal global, me interessa acompanhar os efeitos de sua narrativa para a composição de quem seria a “vítima” do escândalo ou da violência: se ele ou a mulher. Os julgadores do tribunal atuam ainda como detetives de datas e textos, passam a discutir evidências sobre quem estaria falando a verdade. Se à mulher coube a voz inicial de acusação, em resposta, Neymar fez uso de um poder inalcançável a quase qualquer outra pessoa no planeta: um palanque exclusivo de autodefesa. Em sua versão dos fatos, ela foi lançada ao papel de sedutora interesseira, e ele de vítima da natureza masculina para o sexo e do poder traiçoeiro.

Os juízes do tribunal virtual ignoram que a intimidade exposta para milhões de pessoas nada prova sobre a alegação do crime de estupro. O que circula é a versão de um homem poderoso com mais audiência que qualquer veículo de comunicação no planeta. Sua narrativa se ancora em elementos do fascínio pelo sexo e na fácil desqualificação das mulheres vítimas de violência sexual. A mim, não interessa vasculhar o corpo dessa mulher anônima, mas protegê-la.

Não sabemos a verdade do estupro, mas sabemos a crueldade com que Neymar expôs a intimidade vivida com esta mulher e com que a lançou à cena da pornografia global no intuito de atiçar o voyeurismo sexual. Como uma isca ao machismo latente, a adesão foi rápida: o papel do menino pobre foi colorido com a ingenuidade erótica comum aos homens quando se veem seduzidos por mulheres bonitas. Neymar seria só mais um “menino” que caiu nas artimanhas do sexo, e como prova, dizem os julgadores virtuais, basta ver as imagens enviadas pela mulher. O contraponto do “menino ingênuo” de 27 anos é a mulher interesseira ou prostituta. O enredo da defesa parece perfeito para silenciá-la: ela é duplamente culpada – pelo sexo indevido e pela exposição da intimidade de um menino.

Neymar expôs, com crueldade, a intimidade vivida com uma mulher

Profissionais que lutam contra o trabalho infantil falam dos desafios para conscientizar a população
Por: Mariana Lima

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2016, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhavam no Brasil naquele ano.

Deste total, 54,4% (998 mil) estavam em situação de trabalho infantil, sendo 190 mil por terem de 5 a 13 anos, e outros 808 mil entre 14 e 17 anos por trabalharem sem registro na carteira.

O Brasil assumiu internacionalmente o compromisso de erradicar o trabalho infantil até 2025. No entanto, se permanecer no atual ritmo de combate ao problema, ele não alcançará esta meta, segundo o estudo ‘Trabalho infantil nos ODS’.

Bruna Ribeiro, jornalista e colaboradora da Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil, afirma que, para a erradicação do trabalho infantil acontecer, é necessário combater outras violações de direitos ligados a ele.

“É um problema estrutural. As políticas públicas não conversam entre si e não oferecem portas de saída para essas crianças e para as famílias em situação de vulnerabilidade. É necessário investir na educação, no combate às desigualdades”, pontua.

Desde 2002, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) realiza campanhas contra o trabalho infantil no período que antecede o dia 12 de junho, data instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.

    “Às vezes, a criança tem um mau desempenho não porque não quer aprender, mas porque ela está cansada e machucada do trabalho”.

Para a socióloga e secretária-executiva da FNPETI, Isa Oliveira, é importante proteger o direito à infância destas crianças.

“A adolescência e a infância são momentos únicos do crescimento e garantem um desenvolvimento pleno daquele indivíduo. O objetivo da campanha é conscientizar as pessoas sobre a importância de defender os direitos destes jovens”.

Este ano, o slogan da campanha lançada em 22 de maio é: “Criança não deve trabalhar, infância é para sonhar”. A instituição, em parceria com outras organizações ligadas ao combate ao trabalho infantil, realizou um tuitaço com a hashtag  #Infânciasemtrabalho no lançamento.

Danos e consequências


Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (Sinan), do Ministério da Saúde, revelam que foram registrados 43.777 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes de 5 a 17 anos entre 2007 e 2018.

Neste período, o número de acidentes graves chegou a 26.365 casos, entre traumatismos, ferimentos e amputações. 662 crianças perderam uma das mãos devido às condições de trabalho.

Para o gerente executivo da Fundação ABRINQ, Victor Alcântara, o trabalho infantil pode trazer danos para toda a vida destas crianças.

“O trabalho com esforço repetitivo já pode ser puxado para um adulto, agora imagina para uma criança que ainda está se desenvolvendo. Já vimos casos em que elas perderam membros ou órgãos em consequência desta exploração.”

A população brasileira ainda tem dificuldade em reconhecer a existência do trabalha infantil, apesar de encontrá-lo diariamente. Para a jornalista Bruna Ribeiro, a falta de conhecimento dificulta as denúncias.

“Aquela criança vendendo bala no farol ou realizando trabalho braçal na feira está em situação de trabalho infantil. As pessoas não conseguem identificar porque a nossa sociedade naturaliza o trabalho infantil”.

A jornalista levanta a questão de que a sociedade valoriza muito o trabalho, colocando-o como uma ferramenta de proteção para a criança.

“Tem muito desse senso comum de que é melhor trabalhar do que roubar, do que matar ou se drogar. Essas crianças precisam brincar, estudar, ter condições básicas para viver. O trabalho precoce só as prejudica”.



“As pessoas naturalizam o trabalho infantil porque a sociedade ainda tem valores que colocam o trabalho como a solução para a criança pobre”.
 
As crianças vítimas do trabalho infantil acabam expostas a vários tipos de violência, entre elas os abusos e o aliciamento para o tráfico e exploração sexual, duas das piores formas de trabalho infantil de acordo com a OIT.

Para Victor Alcântara, da Fundação ABRINQ, as crianças em situação de trabalho infantil estão expostas à violência em qualquer lugar, seja no farol, na fábrica ou em uma feira.

“Soubemos do caso de uma menina que estava trabalhando numa barraca em uma feira e foi abusada pelo vendedor. E até essa denúncia ser realizada, a criança fica todo esse tempo sem amparo nenhum”.


Educação

Os dados levantados pelo PNAD revelam que, em média, 81,4% das crianças de 5 a 17 anos que trabalhavam estavam estudando. O trabalho tende a interferir mais na escolarização das crianças mais velhas: 98,4% das ocupadas de 5 a 13 anos estavam na escola, contra 98,6% das não ocupadas. Enquanto isso, entre os adolescentes de 14 a 17 anos ocupados, 79,5% estudavam, contra 86,1% dos não ocupados.

Mesmo as crianças que estão matriculadas encontram dificuldades em acompanhar o ritmo dos estudos devido à rotina trabalhista. Muitas apresentam baixo rendimento, o que por consequência dificulta a sua entrada no mercado de trabalho formal e na continuidade nos estudos.

A Fundação ABRINQ atua há 29 anos no combate ao trabalho infantil e na promoção de ações e campanhas em prol do bem-estar e dos diretos de crianças e adolescentes.

Victor Alcântara, gerente executivo da Fundação ABRINQ, ressalta o papel da escola nesta situação.

“Às vezes, a criança tem um mau desempenho não porque não quer aprender, mas porque ela está cansada e machucada do trabalho. A escola pode identificar, denunciar e oferecer suporte à criança e à família, mas outros setores da sociedade como a saúde e a assistência social precisam atuar em conjunto”.



Trabalho Infantil: gênero e cor

Segundo levantamento realizado pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), entre as crianças e os adolescentes ocupados no Brasil em 2013, 64,7% eram do sexo masculino e 33,3% do sexo feminino.

Considerando a cor das crianças e adolescentes ocupados no Brasil em 2013, 62,5% eram negros (pretos e pardos) e 37,5% não negros (brancos, indígenas e amarelos).

No trabalho doméstico, 88,2% dos trabalhadores com idade de 5 a 17 anos eram do sexo feminino e 70,4% das crianças e adolescentes ocupados nos serviços domésticos eram negros.

“As pessoas naturalizam o trabalho infantil porque a sociedade ainda tem valores que colocam o trabalho como a solução para a criança pobre. São as ‘outras’ crianças, não as nossas. É criança negra e pobre que acaba sendo explorada”, relata Isa Oliveira, da FNPETI.


O que diz a lei

O trabalho infantil se caracteriza por atividades (remuneradas ou não) realizadas por crianças e adolescentes com idade inferior à permitida pela lei.

A Constituição Federal brasileira (1988), no artigo 7°, proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de 18 anos e qualquer trabalho aos menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos.

Em 1990, surgiu a ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente -, uma legislação específica para proteger crianças e jovens brasileiros.

Em 1973, uma Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) atualizou as regras para o trabalho de menores de idade.  A Convenção n°138, como ficou conhecida, estipula regras para o trabalho infantil artístico e no meio esportivo.

O trabalho artístico infantil precisa da autorização de um juiz da vara da infância e juventude para ser realizado. As autorizações não são sequenciais, sendo necessário ter uma pausa entre elas.

“As empresas que contratam essas crianças fazem uma campanha de que não é trabalho, que essas crianças fazem uma participação. Mas elas assinam um contrato e cumprem as atividades”, informa a socióloga Isa Oliveira.



O documento também aborda o trabalho infantil no futebol. As crianças só podem entrar na categoria de base a partir dos 14 anos, e o empregador devem fornecer acomodações seguras.

“Essas regras não foram seguidas no caso do Ninho do Urubu, por exemplo. Não houve respeito aos direitos daqueles meninos”, conta Isa.

A Lista TIP – Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil abrange todas as 93 piores formas de trabalho infantil classificadas no Brasil. A lista é resultado da implantação da Convenção n° 182 da OIT. O Brasil só aderiu aos termos dela em 2008, através do Decreto 6.481.

Para Victor Alcântara, da Fundação ABRINQ, é necessário o investimento em políticas públicas para que essas crianças possam exercer seus direitos. “Não é com uma única ação que vamos resolver todos os problemas. É preciso ter monitoramento, investimento e fiscalização. E toda a sociedade deve estar envolvida nisso”.


Criminalização

O trabalho infantil, por enquanto, não é considerado crime pelo Código Penal Brasileiro. No momento, o projeto de Lei nº 6895/17, que propõe criminalizar todo tipo de trabalho infantil, aguarda aprovação na Câmara dos Deputados. Esse projeto não inclui os trabalhos de natureza artística que estiverem com as devidas autorizações judiciais.

O projeto prevê a reclusão de 2 a 4 anos como pena para a contratação e/ou exploração do trabalho de menores de 14 anos. Casos de trabalhos que estejam na Lista TIP de piores formas de trabalho infantil teriam a pena estendida em até 8 anos. A lei também se refere aos adolescentes de 14 a 17 anos contratados para trabalhar em locais insalubres.

Atualmente, algumas formas de trabalho infantil recebem punição pela lei, coma a prostituição infantil, considerada crime hediondo e sem possibilidade de fiança. A pena neste caso é a prisão em regime fechado de 4 a 10 anos.

A Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil produziu um mapa do trabalho infantil no Brasil com dados do FNPETI e do IBGE. Para conferir, clique aqui.

Para realizar uma denúncia, ligue: Disque 100 – o disque denúncia é gratuito e anônimo.

Fonte: Observatorio3setor

Trabalho infantil ainda é realidade para 998 mil crianças brasileiras

A vítima de Goiânia morreu no último domingo (26) e, antes do óbito, relatou para uma funcionária do hospital que teria sido abusada sexualmente pelo técnico de enfermagem.

A família de uma jovem de 21 anos, vítima de abuso sexual enquanto estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Goiânia Leste, em Goiás, só ficou sabendo do crime após o sepultamento da jovem, informou ao Correio a Organização Goiana de Terapia Intensiva (OGTI), responsável pela UTI do hospital.

A jovem deu entrada no hospital em 17 de maio devido a uma crise convulsiva. No mesmo dia, de acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, Paula Meotti, o técnico em enfermagem Ildson Custódio Bastos, 41 anos, passou as mãos nas partes íntimas da vítima, que, no momento, estava com as mãos amarradas.

Baseada em imagens de câmera de monitoramento , a delegada diz que o abuso durou cerca de uma hora. As cenas também mostram que a paciente tentou resistir, mas não tinha chance por estar contida.

O técnico em enfermagem responderá por estupro de vulnerável, de acordo com a Polícia Civil de Goiás. Ele se entregou à polícia na quarta-feira (29/5) e está detido de forma cautelar. Já havia um mandado de prisão contra ele.

Enquanto isso, nas redes sociais, o médico Neandro Schiefler adotava discurso em defesa da ética e da moral e se dizia um homem de família. No consultório, ele abusava sexualmente de pacientes. “As vítimas eram estupradas enquanto estavam imobilizadas e desacordadas. As imagens são chocantes”, relata o delegado responsável pelo caso.

A Polícia Civil de Itajaí (SC) prendeu, no último sábado (16), o médico Neandro Schiefler, de 39 anos. A operação “Jaleco Branco” cumpriu um mandato de prisão que determina a detenção do homem por 30 dias.

Neandro Schiefler aparece em vídeos abusando sexualmente de pacientes sedadas. Alexandre Carvalho de Oliveira, delegado responsável pelo caso, afirma que as cenas são extremamente fortes.

“As vítimas eram estupradas enquanto estavam imobilizadas e desacordadas. As imagens são chocantes”, relata Alexandre. O médico foi encaminhado ao Complexo Prisional de Canhanduba.

Schiefler atendia como clínico geral na rede pública de saúde em Itajaí. No entanto, os casos de abuso envolvem pelo menos dez mulheres e podem ter ocorrido em várias cidades do litoral de Santa Catarina, por onde o médico passou.

“Cidadão de bem”
Nas redes sociais, o médico Neandro Schiefler adotava um discurso em defesa da ética e da moral e se dizia um homem de família. O casamento de Neandro Schiefler foi uma festa luxuosa amplamente noticiada na imprensa local e elogiada por amigos e parentes.

“Contra a corrupção e tudo de errado que está aí”, Schiefler declarou voto em Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República na eleição de 2018.

Suas redes sociais foram tiradas do ar após a revelação do escândalo, mas o caso repercutiu entre internautas. “Quando uma pessoa bate no peito e se declara ‘cidadão de bem’, já sei que tem muita sujeira debaixo do tapete”, publicou um usuário.

Um colega de profissão desabafou: “Poxa, que vergonha! Por isso nem digo mais que sou médico, mas sim que estou Médico. Estes infelizes além de, em sua maioria, serem reacionários, cometem crimes imperdoáveis. Que horror”.

Fonte: Blog da Cidadania

Só gente “de bem”: médico e enfermeiro estupradores são bolsonaristas

Em janeiro, o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB) recebeu o diretor do Fida Brasil, Claus Reiner, para tratativas sobre a parceria que viabilizaria o financiamento de 40 milhões de dólares para combater a pobreza na zona rural.

Os estados do Maranhão e Ceará governados por partidos de esquerda e opositores do governo Bolsonaro perderam 45 milhões de dólares de financiamento do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola da ONU (Ifad) por falta de aprovação da Comissão de Financiamento Externo do Ministério da Economia (Cofiex). Os recursos perdidos seriam utilizados para a instalação de cisternas, apoio a pequenos agricultores, comunidades indígenas e quilombolas. Segundo estimativas, 100 mil famílias deixarão de ser atendidas pelo programa das Nações Unidas.

O Ifad, que tem o objetivo de combater a pobreza e a fome no campo estava disposto a destinar 20 milhões de dólares para o Maranhão governado por Flavio Dino (PCdoB) e 25 milhões de dólares para o Ceará, de Camilo Santana (PT).

De acordo com o diretor do Ifad para o Brasil, Claus Reiner, o ocorrido foi uma grande perda para o país que conta com a atuação desse fundo da ONU em seis projetos iniciados entre os anos de 2013 e 2015 com a previsão de término em 2020. Segundo Reiner, a possibilidade de extensão dos projetos é prevista e o Ifad conta com um montante de 500 milhões de dólares para iniciativas que acabaram não recebendo a aprovação da Cofiex. Para o Ministério da Economia, a avaliação do Cofiex somente considera aspectos financeiros e técnicos.
 
Foto Karlos Geromy/ Governo do Maranhão/ Divulgação



O Ceará está fazendo alterações na documentação que embasa seu pleito de financiamento. No estado, a verba da ONU seria utilizada no projeto Paulo Freire, iniciativa já em andamento com o próprio Ifad, que tem o objetivo de reduzir a pobreza e elevar o padrão de vida de agricultores familiares em condições de extrema pobreza em 31 municípios e em 600 comunidades rurais com baixo Índice de Desenvolvimento Humano.

Considerado pela ONU um país de renda média alta, o Brasil, para poder receber verbas do Ifad deve apresentar contrapartidas com o objetivo de mostrar o seu comprometimento com os valores investidos. É aí que entra o aval do Ministério da Economia comandado por Paulo Guedes.

O Ifad existe desde 1978 e já forneceu mais de 18 bilhões de dólares em doações e empréstimos a juros baixos para projetos que beneficiaram cerca de 462 milhões de pessoas no mundo. O fundo é uma instituição financeira internacional e uma agência especializada das Nações Unidas com sede em Roma.

Bolsonaro impede que R$ 160 milhões da ONU cheguem a pequenos agricultores do Nordeste

 
No texto, o Papa cita as "duras provas" que Lula viveu ultimamente: "Especialmente a perda de alguns entes queridos - sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente 7 anos"

O Papa Francisco enviou uma carta ao ex-presidente Lula neste mês, em que ele pede para o petista não “desanimar e continuar confiando em Deus” diante das “duras provas” vividas ultimamente.

“Tendo presente as duras provas que o senhor viveu ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos – sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente 7 anos -, que lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”, diz o Papa.

No texto, provavelmente escrito durante o período da Páscoa, Francisco fala da ressurreição de Jesus Cristo e que o triunfo d’Ele “sobre a morte é a esperança da humanidade”.

“A sua Páscoa, sua passagem da morte à vida, é também a nossa páscoa: graças a Ele, podemos passar da escuridão para a Luz; das escravidões deste mundo para a liberdade da Terra prometida; do pecado que nos separa de Deus e dos irmãos para a amizade que nos une a Ele; da incredulidade e do desespero para a alegria serena e profunda de quem acredita que, no final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação”, diz o texto, que é uma resposta a carta de Lula enviada ao líder católico em 29 de março.

“É uma carta que carrega muitas mensagens, além daquelas de afeto”, disse a advogada Carol Proner à Mônica Bergamo, na edição desta quarta-feira (29) da Folha de S.Paulo. Amiga de Lula, a jurista faz parte de um grupo de estudos no Vaticano e teve acesso à correspondência.

Leia na íntegra.



 

Papa Francisco envia carta a Lula: “No final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira”

Sentada em razão de dores nas costas, Elza Soares exibiu com orgulho o diploma com o título recebido na universidade

Sem conter as lágrimas diante de uma plateia lotada e participativa, a cantora Elza Soares recebeu na noite de domingo (26), em Porto Alegre, o primeiro título de doutora honoris causa concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a um músico.

Além de agradecer repetidas vezes pela homenagem, a cantora defendeu a importância do investimento em educação e relembrou momentos marcantes de sua vida — a começar pela vez em que foi ridicularizada ao estrear em um palco. Quase 70 anos depois, as risadas despertadas por sua magreza e pelas roupas mal-ajambradas se transformaram em aplausos e gritos entusiasmados de "doutora".

Em um bate-papo com o compositor José Miguel Wisnik após a entrega do diploma pelo reitor  Rui Vicente Oppermann, no Salão de Atos da UFRGS, Elza lembrou de quando se apresentou no show de Ary Barroso, como exemplo das dificuldades que teve de enfrentar como mulher, negra e pobre, para se estabelecer como uma das vozes mais importantes do país. Questionada ironicamente por Barroso de que planeta tinha vindo, respondeu: "Do planeta fome".

— Deram gargalhada de mim, que pesava pouco mais de 30 quilos e usava alfinetes nas roupas. Mas não me importei com aquilo. Cantei, e o Ary Barroso me deu a nota máxima. Ninguém mais deu risada — contou Elza.

A artista também relembrou da amizade com o gaúcho Lupicínio Rodrigues, que lhe trouxe a Porto Alegre para seu primeiro show profissional — e onde voltou a se apresentar na noite de sábado (25) em um Opinião lotado. 

A concessão do título de doutora, aprovado por unanimidade pelo Conselho Universitário (que reúne reitoria, professores, estudantes e servidores) se baseou na relevância de sua produção artística e de sua vida pública no combate ao racismo e à promoção da cultura afro-brasileira.

— Não tenho muito o que falar porque estou chorando o tempo todo, e só não fico em pé porque a coluna não permite. Só sei dizer obrigada, obrigada, obrigada. Mais nada — declarou a cantora, que permaneceu o tempo todo sentada em razão de dores nas costas.

Mas Elza tinha muito a dizer — e a plateia também. Empolgadas com a celebração da vida e da obra da cantora, as pessoas que lotaram as mais de mil poltronas não se contentaram em apenas aplaudi-la em pelo menos 30 momentos ao longo de pouco mais de uma hora. Gritaram "doutora", "maravilhosa", pediram que cantasse e, mesmo sem que estivesse previsto, chegaram a gritar perguntas para que ela respondesse. Uma delas foi sobre a importância da cultura para a cidadania do negro.

— Cultura é fundamental para a cidadania do negro, do branco, de qualquer um — devolveu, para mais uma rodada de aplausos.

Outro perguntou por que ela achava que Deus é mulher (nome do disco lançado em 2018).

— Porque se fosse homem já teria acabado com tudo isso há muito tempo. Só mulher tem essa paciência — respondeu Elza, para deleite dos fãs.

Além de destacar Elza Soares, o evento celebrou ainda a importância da arte, da cultura e da universidade pública — alvo de controvérsia nas últimas semanas em razão do anúncio de contingenciamento de verbas por parte do governo federal.

— Precisamos de escolas públicas e de respeito aos professores. Precisamos de arte, cultura e educação — discursou a homenageada da noite.

O evento se encerrou por volta das 21h30min com o público bradando "doutora!, doutora!" para a mulher que, quase 70 anos atrás, havia subido pela primeira vez em um palco sob riso e deboche.

Em meio a lágrimas e defesa da educação, Elza Soares recebe título de doutora honoris causa da UFRGS

Foto: Ascom Sepromi

Entre os dias 31 de maio e 1º e 2 de junho, acontece em Salvador (BA) o Seminário Nacional Brasil Sem Racismo: Povo Negro em Movimento, realizado por grupos, coletivos e pessoas de referência do movimento negro brasileiro. O evento trará grandes nomes da luta antirracista e tem como objetivo analisar a conjuntura nacional sobre os principais temas cruciais para a população negra e organizar estratégias conjuntas para enfrentarmos o período que se apresenta de forma desafiadora, principalmente para o povo preto. Espera-se mobilizar mais de 300 pessoas nos três dias. As inscrições são gratuitas e podem ser feita até 31 de maio por meio de ficha de inscrição online ou presencialmente na abertura. As vagas são limitadas.

    A Campanha Brasil Sem Racismo convoca vontades, corpos em luta e chama geral para dialogar e alinhar estratégias de luta. Nem escravidão, nem ditadura!

A abertura oficial será na sexta-feira (31), no Centro Cultural da Câmara de Salvador, na Praça Municipal, no Pelourinho, com presenças da jornalista Rosane Borges, da bacharel em Letras, Lindinalva Barbosa e do ativista político Luiz Alberto, com mediação de Geovan Bantu, especialista em raça e gênero. O momento contará com apresentações culturais da cantora Nara Couto e do grupo Panteras Negras. Já nas datas 1º e 2 de junho, no Instituto Anísio Teixeira, no CAB-Paralela, serão realizadas palestras, mesas e grupos de trabalho que reunirão ativistas e especialistas de todo o país, de diversas áreas de atuação, como Saúde, Educação, Segurança Pública, Juventude, e etc. Dentre os nomes confirmados para estes dois dias estão: Edson Cardoso, Ana Luiza Flauzina, Mônica Francisco, entre outros.

INSCRIÇÕES AQUI

Salvador recebe Seminário Nacional Brasil Sem Racismo na próxima sexta-feira (31)

Reportagem de Rafael Soares no Jornal Extra.

A Justiça absolveu cinco PMs acusados de terem matado um jovem no Morro da Providência, no Centro do Rio, e alterado a cena do crime em seguida. Os agentes foram presos em setembro de 2015, horas após o crime, após vir à tona um vídeo que flagrou a ação, feito por uma moradora da favela. Nas imagens, um dos PMs aparece colocando uma arma na mão de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, já ferido e caído no chão, e faz dois disparos para o lado, aparentemente simulando um confronto.

Os policiais militares beneficiados pela decisão, do último dia 7, foram Éder Ricardo de Siqueira, Pedro Victor da Silva Pena, Gabriel Julião Florido, Paulo Roberto da Silva e Riquelmo de Paula Geraldo.

Na sentença, o juiz Daniel Werneck Cotta, da 2ª Vara Criminal, afirma que o vídeo não ajudou a esclarecer as circunstâncias em que aconteceu o disparo que matou o jovem. “Embora aparentemente retrate conduta reprovável, possivelmente ilegítima e ilegal, por parte de policiais, não permite a presunção de que igualmente teriam agido para causar o resultado morte da vítima. O direito penal não pode se satisfazer com presunções que não sejam minimamente corroboradas”, escreveu o magistrado.

Ainda segundo a decisão, do último dia 7, é “plenamente factível a versão dos acusados de que, no momento em que a atingida, a vítima estava portando arma de fogo, logo após troca de tiros ocorrida na parte baixa da comunidade entre policiais e traficantes”.

Cinco PMs flagrados alterando cena do crime após morte são absolvidos


A imprensa resolveu passar um pente fino na biografia da Dra. Joana Felix  após a descoberta que ela não havia frequentado a faculdade de Harvard nos EUA e não entrou na UNICAMP aos 14 anos, como a mesma disse em disse em diversas entrevistas e palestras.

A comunidade negra se divide nas redes sociais. Uns apoiam apesar das mentiras, outros condenam a química por divulgar informações falsas.

Mais um vez por meio do seu Instagram, Joana defendeu a sua história.

“Errei mas Acertei Bastante e tenho muito orgulho da minha trajetória de vida.
Jamais busquei notoriedade por vaidade pessoal e sigo de cabeça erguida “, disse a Doutora.

“Tenho uma vida dedicada à educação e a pesquisa. São quase vinte anos dedicados à formação de jovens em situação de vulnerabilidade social.
Em condições adversas, em escola pública, em bancada de cimento e sem vitimismo, já transformei a vida de dezenas de jovens que viviam na vulnerabilidade social”, continua Joana em sua postagem.

Sobre as acusações referentes à prestação de contas junto a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa), Felix da sua justificativa.

“Na última semana fui surpreendida com notícia de jornal dando conta de que meu projeto teve prestação de contas tida como integralmente irregulares. Para tanto, meu advogado já entrou em contato com a mesma, para reabrir o processo e verificar as inconsistências existentes na prestação de contas, uma vez que as prestações de contas parciais foram aprovadas”.

Joana também compartilhou um artigo da jornalista Miriam Leitão que a defende, não ignorando que há muito a ser explicado, mas exaltando a formação comprovada de Joana e o apoio massivo que ela tem recebido dos alunos e colegas de trabalho em Franca.

Cabeça erguida: “Meu erro não é maior que a minha luta”, diz Drª Joana Felix

Polícia Federal conclui inquérito para investigar conduta de policiais nas apurações da morte da vereadora. Relatório de 600 páginas acusa policial militar de falso testemunho visando atrapalhar as investigações.

A Polícia Federal (PF) concluiu que houve obstrução na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018 no Rio de Janeiro, informou a imprensa brasileira nesta quinta-feira (23/05).

A conclusão faz parte de um inquérito conduzido pela PF para apurar a atuação de policiais na investigação das mortes. O relatório do inquérito foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) e está agora sob análise da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Segundo o jornal O Globo, o relatório afirma que Ferreira e a advogada dele, Camila Nogueira, integram uma organização criminosa com o objetivo de atrapalhar as investigações sobre a morte da vereadora e do motorista.

O policial militar procurou a PF em maio do ano passado e contou uma história inverídica com a intenção de confundir as autoridades. Ele dissera que o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, estaria interessado na morte de Marielle. Curicica sempre negou envolvimento.

O miliciano é um ex-aliado de Ferreira. Ambos dividiam a milícia das favelas da Curicica, em Jacarepaguá, e do Terreirão, no Recreio, na zona oeste do Rio.

A Polícia Federal entendeu que o policial militar, após o rompimento com Curicica, criou essa história para comprometer o ex-aliado, pois temia ser morto por ele e tinha interesse em assumir a área dominada pelo miliciano.

Ferreira foi considerado por muito tempo a principal testemunha do caso Marielle. Segundo o portal G1, ele chegou a afirmar em delação que Curicica e o vereador Marcello Siciliano (PHS) seriam os mandantes da morte, porque estariam incomodados com o avanço das ações comunitárias da vereadora na zona oeste do Rio. O parlamentar também nega envolvimento.

Em depoimento à PF, a advogada de Ferreira afirmou que desconfiava da versão contada por seu cliente e que se sentiu usada por ele, segundo informações da TV Globo.

Além de Ferreira e de Camila Nogueira, a Polícia Federal também investigou três delegados da PF – entre eles Felício Laterça, atual deputado federal do PSL – que apresentaram o policial militar como testemunha para ser ouvido na Polícia Civil, bem como alguns policiais civis, mas não apontou nada contra eles em seu relatório.

Marielle, de 38 anos, e Anderson, de 39, foram assassinados em 14 de março de 2018 no bairro do Estácio, região central do Rio, quando saíam de um evento no qual a vereadora palestrou. O carro foi alvejado por vários disparos, dos quais quatro atingiram a cabeça dela.

Em março deste ano, a polícia prendeu dois ex-policiais suspeitos de participar do assassinato: Ronnie Lessa, de 48 anos, teria disparado os tiros do banco de trás do carro usado no crime, e Élcio Vieira de Queiroz, de 46, seria o motorista do veículo. Os investigadores ainda não revelaram, contudo, quem foi o mandante da execução.

Os dois suspeitos são ligados ao grupo conhecido como Escritório do Crime, formado por policiais e ex-policiais altamente especializados em execuções por encomenda.

Após indícios de irregularidades nas investigações, a procuradora-geral da República pediu à Polícia Federal no ano passado que apurasse a atuação de agentes da PF e da Polícia Civil no caso. Esse foi o inquérito concluído agora, resultando num relatório de 600 páginas.

Segundo a investigação da PF, Ferreira pode ser preso por falso testemunho. Cabe agora ao Ministério Público do Rio (MP-RJ) apresentar ou não uma denúncia contra o policial militar.

PF conclui que houve obstrução na investigação do assassinato de Marielle

Yonara Tchissola, especialista em engenharia do petróleo e supervisora do grupo


Visando resolver o problema do acesso água potável nas comunidades de Luanda, capital da Angola, cinco jovens cientistas africanos criam o projeto “Minha Água, Minha Vida”.

Todos os profissionais que participam do projeto são angolanos. António Adelino Quilala, mestre em química e gestor do projeto; Yonara Tchissola de Freitas, especialista em engenharia do petróleo e supervisora do grupo; Manuela Miguel Filho, enfermeira e coordenadora de higiene e saneamento básico; Diatumua Simão, geofísico e supervisor técnico; e, por fim, Manuel Fonseca, técnico de petroquímica. 

Em entrevista a um jornal local, Yonara Tchissola explicou como surgiu a ideia de criação do biofiltro, que é uma das principais pesquisas do
centro Química Verde LAB, em Luanda.

“Atendendo a problemática que muitas zonas têm vivido, como a falta de saneamento, usamos a tecnologia de uma estação de tratamento de água. Simplificamos e fizemos um dispositivo que consegue também fazer a filtração da água, transformando a água não potável em água potável. Este mesmo dispositivo remove de 97% a 98% dos agentes patogénicos causadores de doenças”, explica a engenheira.

O projeto teve início na província do Bengo, uma das regiões onde a população mais sobre com a falta de água potável.



Pesquisadoras e crianças da província do Bengo

“Criamos um plano de implementação do projeto e selecionamos a província do Bengo para a primeira fase. Fizemos várias pesquisas para poder ver e perceber como o povo tem vivido”, conta Yonara Tchissola.

“Ações como esta são fundamentais para que possamos ajudar mais pessoas, visto que às vezes distribuímos os filtros apenas para algumas famílias, deixando outras de parte, pela pouca capacidade de produção que ainda temos”, diz a engenheira.

Os cinco cientistas de Luanda esperam agora chamar atenção de outros órgãos ou empresas, que também estejam dispostos a mudar o cenário e garantir melhores condições de vida à população angolana.

Jovens cientistas angolanos criam biofiltro para fornecer água potável às comunidades locais

Depois de quatro anos, o brasileiro Alayê de Brito, de 26 anos, retornou ao Brasil este mês vitorioso, formado pela Spring Hill College, de Mobile, no estado do Alabama, EUA.

“Quatro anos atrás fui para os Estados Unidos Fazer minha graduação. Eu não falava inglês, mas fui. O mundo cresceu de um jeito que eu jamais imaginaria. Este mês saí de lá assim: com dupla graduação em Ciências Políticas e Estudos Internacionais”, comemorou no Instagram.

Ele se formou graças às bolsas de estudo que conseguiu, às aulas que deu em escolinhas de futebol para crianças e com o dinheiro que os pais conseguiam mandar pra ele. Em entrevista ao SóNotíciaBoa ele contou como superou o preconceito que sofreu aqui no Brasil – onde foi chamado de macaco – e lá nos EUA, onde a dona do imóvel alugado pediu o apartamento de volta quando descobriu que havia negro morado nele.

História

Nascido e criado no bairro Heliópolis, zona norte de Belo Horizonte, Alayê vem de família humilde, filho de pais professores, que sempre batalharam e priorizaram a educação dos filhos.

“Meus pais vieram da pobreza brava e eu também passei por algumas situações difíceis na infância. Meus pais ralaram pra caramba pra pagar escolas pra mim e para os meus irmãos”, disse Alayê em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Esporte

Desde menino ele conviveu com o esporte, nos sonhos e na prática. Começou fazendo natação por sugestão médica para acalmar as crises de bronquite na infância. Depois se dedicou ao Taekwondo.

“Mas a minha paixão sempre foi pelo o futebol”, revela.

O apoio da família para que ele se tornasse um atleta profissional era condicionado a tirar boas notas na escola. “Fiz categoria de base no Atlético Mineiro, América Mineiro e no Villa Nova de MG”, lembra.

Até que teve problemas no joelho aos 19 anos, passou por duas cirurgias no ligamento cruzado anterior, justamente no momento da transição entre juniores e profissional.

“A decepção misturada com frustração veio com um gosto muito amargo porque é difícil a gente mexer com sonhos. Queimei chuteira e prometi para mim mesmo que não jogaria mais futebol depois da segunda cirurgia no joelho esquerdo”, afirmou.

A virada

O dinheiro que recebeu ao final do contrato com o Villa Nova/MG, Alayê investiu na educação, para conseguir uma bolsa e estudar nos EUA. Porém, ele não falava inglês.

“Fiz todo o processo de para ser aceito nas faculdades com mais estruturas, mas a minha nota nas provas de conhecimento de inglês era muito baixa”.

O jeito foi estudar todos os dias: “Um professor de Belo Horizonte chamado Pablo Hunai, que foi uma pessoa sensacional, me ajudou para preparar para a prova do TOEFL”, lembra.

Alayê fez a prova, passou e em julho de 2015, embarcou para o Alabama para ser um estudante atleta na faculdade Concordia College Alabama.

Humilhação e preconceito

Lá ocorreu um imprevisto: “Machuquei meu tornozelo uma semana antes de começar a nossa temporada e fui humilhado em um treino”.

“Um amigo traduziu as coisas que o treinador gritava para mim na frente de todo mundo… Segundo ele, as coisas eram horríveis.

Isso fez o jovem tímido lembrar outros casos de preconceito vividos no Brasil

“Sempre fui o único aluno negro da escola, motivo de piada por usar o cabelo natural desde os 11 anos, aquele que ninguém queria dança na infância. Depois, mais velho, em um jogo, um homem perguntou quantas bananas eu ganhava pra jogar”, conta.

Sem condições de voltar para o Brasil, Alayê aprendeu uma lição da vida: “Não há vitória sem sacrifício”. Ele decidiu mudar de faculdade. Conseguiu com um treinador que o viu jogando e gostou.

Na Spring Hill College ele era o único que falava português. “Um campus bonito com pessoas agradáveis, mas a faculdade ficava no meio de uma cidade extremamente racista”.

A dona do imóvel que ele alugou com outros três atletas pediu o apartamento de volta uma semana depois. E somente após um ano ele soube o verdadeiro motivo.

“O treinador confessou para mim que a mulher foi ao seu escritório e pediu a nossa retirada porque, segundo ela, “nunca foi mencionado que pessoas negras iriam morar lá”.

Resistir

Tirando isso, “os 3 anos que passei nessa Spring Hill College foram fenomenais.

Foi lá que Alayê descobriu o que quer a partir de agora:

“Planejo trabalhar com educação e depois de concluir o meu mestrado”.

O tempo vai dizer se será aqui ou nos EUA novamente.

Até decidir, ele mata as saudades da família, dos amigos e da comida mineira da mãe.



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Brasileiro supera preconceito, se forma nos EUA e volta vitorioso

 Muitos alegaram que o desfile expõe as crianças como "mercadoria"

Um evento chamado “Adoção na Passarela“, que aconteceu na terça (21) no Pantanal Shopping, em Mato Grosso, tem ganhado repercussão na internet.

Realizada pela Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) – e a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), a ação pretendia “dar visibilidade a crianças e adolescente de 4 a 17 anos que estão aptas para adoção”.

Entretanto, a ideia foi amplamente criticada na Internet – muitos alegaram que o desfile expõe as crianças como “mercadoria”.

Para Tatiane de Barros Ramalho, presidente da CIJ, o desfile é benéfico:

“Será uma noite para os pretendentes – pessoas que estão aptas a adotar – poderem conhecer as crianças, a população em geral poderá ter mais informações sobre adoção e as crianças em si terão um dia diferenciado em que elas irão se produzir, cabelo, roupa e maquiagem para o desfile”, explicou.

Ainda segundo ela, na edição anterior, realizada no ano passado, dois adolescentes, de 14 e 15 anos, foram adotados. “Esperamos novamente dar visibilidade a essas crianças e adolescentes que estão aptas a adoção. E como sempre dizemos: o que os olhos veem o coração sente.”


Repercussão negativa

Na internet, o evento foi considerado como uma ideia equivocada e recebeu diversas críticas. Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência da República pelo PSOL, se posicionou no Twitter e considerou o desfile uma “perversidade inacreditável”.






Outros usuários da rede social também se posicionaram contra a “Adoção na Passarela”. Muitos criticam a exposição das crianças e cobram providências por parte do Ministério Público e do Conselho Tutelar.





O que diz o outro lado

A assessoria de imprensa diz que na primeira edição o evento foi bem recebido e só neste ano recebeu críticas. Afirma também que a ação foi aprovada pelos órgãos competentes e que a adoção de dois adolescentes comprovam o sucesso do evento.

O Pantanal Shopping divulgou nota em que repudia a objetificação de crianças e adolescentes. Leia o comunicado na íntegra:

“O Pantanal Shopping informa que repudia a objetificação de crianças e adolescentes e esclarece que o único intuito em receber a ação foi contribuir com a promoção e conscientização sobre adoção e os direitos da criança e adolescente com palestras e seminários conduzidos por órgãos competentes que possuem legitimidade no assunto. O shopping afirma que a ação foi promovida pela Associação Mato Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) em parceria com Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da OAB-MT e reitera que o evento contou ainda com o apoio do Ministério Público do Estado do Mato Grosso, Poder Judiciário do Estado do MT, Governo Estadual do MT, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, Sindicato dos Oficiais de Justiça, Associação Nacional do Grupo de Apoio à Adoção e Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, além do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.”

Evento faz crianças desfilarem em shopping para serem adotadas

Para o IBGE, políticas afirmativas de cor ou raça contribuem para o aumento da população que se declara preta no país — Foto: Afrojob

De 2012 a 2018, número de declarados pretos aumentou em quase 5 milhões no país. População branca segue encolhendo e pardos seguem sendo maioria.

Em 2018, o Brasil tinha 19,2 milhões de pessoas que se declararam pretas – 4,7 milhões a mais que em 2012, o que corresponde a uma alta de 32,2% no período. É o que revela um levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

À exceção de 2014, quando o número de pretos se manteve estável em relação ao ano anterior, anualmente tem aumentado o percentual da população declarada da raça preta. Trata-se, portanto, de uma tendência.

“O motivo específico para o aumento dessa declaração, de fato, a gente não tem. O que a gente percebe é que nos últimos anos houve reforço das políticas afirmativas de cor ou raça”, apontou a analista do IBGE, Adriana Beringuy.


A pesquisadora enfatizou que o levantamento, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), é realizado a partir da percepção de cor e raça do entrevistado. “Não é o entrevistador que determina a cor, é o informante que declara”, disse.

Na contramão, diminui ano a ano a população declarada branca, que em 2018 somava 89,7 milhões de brasileiros, contra 92,2 milhões em 2012. Os brancos foram maioria no país até 2014. Desde 2015, os pardos passaram a representar a maior parte da população – saltou de 89,6 milhões em 2012 para 96,7 milhões em 2018.

    “Além da possível mudança na percepção da população quanto a cor e raça decorrente das politicas afirmativas, temos que considerar o próprio processo de miscigenação no país, que faz que tenhamos um maior percentual de pardos”, ponderou a pesquisadora.


Fonte: IBGE

Questionada se tal tendência – de aumento das populações preta e parda e queda da branca – deve se manter por mais tempo, a pesquisadora disse não ser possível afirmar.

“A gente não sabe se todo esse crescimento é baseado nas políticas afirmativas de cor e raça. Se for, vai depender da continuidade dessas políticas. Cria-se uma cultura nas pessoas que foram atingidas pelas referidas políticas e estas repassam o posicionamento delas em relação à própria cor para as demais pessoas, mesmo que estas não sejam beneficiadas diretamente”, ponderou.

Em sete anos, aumenta em 32% a população que se declara preta no Brasil

Câmera de segurança flagrou momento em que empresário executa morador de rua

Homem que desce de carro de luxo e executa morador de rua seria um empresário colecionador de armas. Polícia pediu a prisão do atirador, mas não divulgou o seu nome. Motorista também foi identificado

A Polícia Civil já sabe quem é o homem que desceu de um veículo Mercedez Benz em Santo André (SP) e executou friamente um morador de rua indefeso na noite do último dia 11 de maio.

Segundo a investigação, o homem é um empresário e na residência dele foram encontradas duas armas que serão periciadas para saber se alguma delas foi usada no crime.

O nome do atirador não foi divulgado pela investigação. Policiais também informaram ter identificado o motorista do carro de luxo que levou o assassino. A identidade do comparsa também não foi divulgada. Ambos estão foragidos.

O morador de rua, Sebastião Lopes, de 40 anos, morreu na hora. Imagens de câmeras de segurança gravaram o homicídio. O motivo do crime ainda é apurado, mas uma das linhas consideradas pela investigação é a “higienização” — ricos que se sentem intocáveis pela Justiça praticando crimes contra pobres.

Nas imagens, é possível ver que o atirador desce do lado do passageiro de um automóvel de luxo prata. Em outro ângulo, a imagem mostra Sebastião caminhando pela rua quando é abordado pelo assassino, que dispara cinco vezes contra ele.

Os vizinhos que conheciam Sebastião contam que o morador de rua era uma pessoa tranquila. O aposentado Jobson Silva Santos afirmou que ele tinha o hábito de pedir comida e dinheiro. “Não tinha briga com ninguém. Não dá para entender como que o cara fez uma coisa dessa com aquele homem. Não dá. Covardia”.

A gerente de petshop Adriana Ferreira Sales é moradora da região há 20 anos e disse que Sebastião trabalhava como catador de lixos recicláveis. “Ele não mexia com ninguém, não roubava, ele trabalhava honestamente”.

Empresário colecionador de armas executou morador de rua



O pai de uma adolescente  tomou uma atitude polêmica com a filha sem consultar a mãe e o caso está gerando a maior polêmica na web.

O homem contou em seu depoimento anônimo em um portal de noticias, que ele decidiu raspar o cabelo da sua filha  adolescente de 16 anos, como forma de punição por e que ela estava praticando bullying contra uma colega na escola.

A menina que esta sendo intimidada por sua filha esta em tratamento contra o câncer e o pai disse que sua filha chegou a tirar a peruca da garota de uma forma muito cruel e não demonstrou nenhum  tipo de arrependimento por esse motivo, ele decidiu dar uma lição na mesma raspando o cabelo para que ela ficasse careca como a colega a quem ela estava intimidando:

“Minha ex-mulher e eu temos uma filha de 16 anos. E eu tenho a guarda. Eu menciono  isso porque o que eu fiz e que vou relatar por aqui, eu fiz sem consultar minha ex-mulher. Minha filha recentemente se envolveu em um problema na escola.

Ela fez bullying com uma  aluna  que havia perdido o cabelo por causa do tratamento contra o câncer. Minha filha chegou inclusive a retirar a peruca da outra garota. Aparentemente existe uma rixa entre as duas há um tempo porque minha filha está namorando o rapaz que a outra garota namorava.


Minha filha me falou que a garota disse para ela que o rapaz só estava com ela por sexo (o que foi um grande choque para mim porque eu nem sabia que minha filha já tinha uma vida sexual ativa).

Mas mesmo assim, eu acho que esta longe de ser uma justificativa para o comportamento da minha filha. Eu não criei minha filha para tratar pessoas da maneira com ela tratou e eu fiquei enojado com a atitude dela.

Para piorar, minha filha não demonstrou nenhum arrependimento ou remorso do que fez e afirmou que a garota em questão mereceu. Eu não me importo com o que a outra garota disse, o comportamento da minha filha é inaceitável.

Então eu dei duas opções para minha filha com castigo:

Eu iria tomar todos os eletrônicos dela (inclusive o celular) e ela nunca mais teria outros de novo. Ou ela iria para um cabeleireiro e teria a cabeça raspada.

Ela escolher a segunda opção. Mas todo mundo esta achando que eu exagerei muito na punição. Minha ex-mulher esta muito brava comigo e disse que isso fará com que nossa filha sofra muito bullying.

Então o que eu queria saber é: será que eu exagerei na punição? Eu acho que foi justo. Eu suporto não  pais que deixam os filhos fazerem bullying e não fazem nada a respeito. Além disso, eu perdi minha própria mãe para o câncer de mama, eu sei como esta doença é devastadora e minha filha sabe tudo por que a avó passou por causa do câncer”.


O relato  do pai dividiu opiniões, pois muito pai  falaram que não teriam coragem de fazer isso com seus filhos, mas no entanto ele conhece a filha dele melhor do que qualquer pessoa.

Já outra mãe disse que ele estaria usando o abuso e a humilhação para tentar ensinar sua filha uma lição, mas que aquela era a maneira correta de se resolver uma situação como aquela.

Outro internauta chegou a comentar que o pai estaria praticando abuso contra a adolescente, o castigo certo seria tirar os eletrônicos ou fazer algo que viesse a mexer com as coisas que adolescente gosta, mas mexer com aparência dela era uma forma de humilhar a adolescente e ela não iria aprender uma boa lição com isso.

Pai raspa o cabelo da filha que praticou bullying contra colega com câncer para lhe dar uma lição e divide opinião dos internautas

Morreu na manhã deste sábado (19), aos 98 anos, Tia Maria do Jongo.
Filha de negros escravizados e a principal guardiã das tradições do Jongo, Tia Maria foi responsável por manter vivo e transmitir às novas gerações os ensinamentos trazidos à cidade no século XIX por escravos bantos, que tiveram grande influência na criação do samba.

A fundadora da Escola de Samba Império Serrano, em 1947, morreu após passar mal na manhã deste sábado. Ela foi levada para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de Irajá, na Zona Norte do Rio. Ainda não há detalhes sobre a causa da morte de Tia Maria do Jongo.

Na última terça-feira (14), Tia Maria foi agraciada e ovacionada em pleno Copacabana Palace ao receber o Prêmio Sim à Igualdade Racial, na categoria Arte em Movimento, pilar Cultura, onde concorreu com o ator Fabrício Boliveira e o rapper Djonga. Na entrega do prêmio, Tia Maria subiu no palco e com aquela já tradicional simpatia e sorriso largo, agradeceu e convidou a todos a passarem uma tarde na Casa do Jongo. “Obrigada! O Jongo da Serrinha agradece e terá um grande prazer, se vocês um dia puderem passar uma tarde com a gente lá. O jongo é bom! Vocês vão gostar”, finalizou, bastante contente.

Tia Maria nasceu em 1920, dez anos depois de sua mãe ter migrado de Minas Gerais para o Rio e se estabelecido na Serrinha, na periferia do Rio, que na época era uma área rural. “A minha mãe já veio para o Rio dançando jongo, cantando jongo. Eu digo que já nasci jongueira.”

Além do Jongo, Tia Maria também foi uma das fundadoras da escola de samba Império Serrano. A verde e branco de Madureira nasceu no quintal da sua casa e a jongueira era a última fundadora viva do Império.

Tia Maria do Jongo se despede aos 98 anos

Iniciativa surgiu para resgatar a autoestima e lutar contra o preconceito para com a profissão

Neste sábado (18 de maio), a partir das 19h30, o JK Shopping abre as portas para a 5ª edição do concurso Miss e Mister Gari DF 2019. A excelente iniciativa é ideia de Fátima Dias, 50 anos, fiscal de varrição que atua na limpeza da capital há mais de uma década.

Na passarela são 30 mulheres e 20 homens que disputam a grande final e desfilam para o corpo de jurados. A ação conta com o apoio da Secretaria de Cultura, do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), além de parceiros, voluntários de segmentos da sociedade e profissionais de beleza.

A ideia de eleger o mais belo casal de garis do DF surgiu para resgatar a autoestima dos garis e chamar a atenção das pessoas para a inclusão social e a superação do preconceito.

Foto: Miss e Mister Gari/Divulgação

SERVIÇO
Miss e Mister Gari DF 2019
Data: 18 de maio (sábado)
Local: JK Shopping (Taguatinga)
Horário: 19h30
Entrada gratuita
Informações: (61) 3246-8601

Garis do Distrito Federal participam de concurso de beleza



Os alunos identificados como brancos, que eram 59,4% dos estudantes, passaram a ser 43,3%


Passados 14 anos desde o início incipiente das ações afirmativas em universidades, os estudantes negros e pardos são maioria entre os estudantes das universidades federais do País. É o que aponta a Pesquisa Nacional de Perfil Socioeconômico e Cultural dos(as) Graduando(as) das Instituições Federais do Ensino Superior, que apresentou resultados de sua quinta edição na quinta-feira 16.

A partir de 2003, ano em que a pesquisa incorporou o critério de raça, nota-se um crescimento da participação de pardos e pretos. Os alunos identificados como brancos, que eram 59,4% dos estudantes, passaram a ser 43,3% em 2018. No últimos quatro anos, esse aumento foi de 3,6 pontos percentuais — em números absolutos, os pretos e pardos somam hoje 613.826 estudantes; os brancos, 520.008.

O estudo, conduzido Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), vinculado à Andifes, tem o objetivo de traçar um perfil médio socioeconômico e cultural dos estudantes e, a partir do diagnóstico, instrumentalizar os responsáveis pelas políticas públicas no campo da assistência estudantil.

A análise de 2018 considerou estudantes de todas as 63 universidades federais presentes no país, além do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, do Rio de Janeiro, totalizando 65 instituições. O trabalho soma a uma série histórica da pesquisa, já aplicada nos anos de 1996, 2003, 2010, 2014, e 2018. O universo de estudantes é de 1.200.300 milhão.

A pesquisa considerou os seguintes parâmetros para avaliar o perfil dos discentes: moradia, origem familiar, trabalho, histórico escolar, vida acadêmica, atividades culturais, saúde e qualidade de vida e, finalmente, dificuldades estudantis e emocionais. Confira um resumo dos dados.

1. Sexo
A pesquisa confirma uma tendência de crescimento do sexo feminino entre o público discente das universidades federais. A análise de 2018 manteve a média de crescimento verificada desde 1996. Segundo o estudo, a superioridade de estudantes do sexo feminino nas IFES (3,5 p.p. acima da composição nacional) pode ser compreendida pois elas já são maioria absoluta também no Ensino Médio e, por sua vez, estudantes do sexo masculino, egressos ou evadidos do ensino médio, têm entrada “precoce” no mercado de trabalho.

2. Faixa etária
A faixa etária de maior predominância entre os estudantes é a de 20 a 24 anos. No entanto, estudantes com menos de 20 anos, que vinham decaindo de 1996 a 2014, apresentou crescimento de 3,7% na medição de 2018.

3. Cor e raça
A pesquisa aponta mudanças significativas na composição de cor e raça dos estudantes das IFES nos últimos 15 anos. A partir de 2003, ano em que a pesquisa incorporou a medição, nota-se um crescimento da participação de pardos e pretos e uma diminuição dos brancos, que eram 59,4% dos estudantes e passaram a ser 43,3% em 2018. Em 2018, pretos e pardos somam 613.826 estudantes; os brancos, 520.008.

O estudo explica que, em parte, a mudança deve-se à adoção de políticas de ação afirmativa nas universidades federais, que começaram a ser implantadas de modo pontual e autônomo a partir de 2005 e foram se espalhando ao longo dos anos por todo o sistema de educação superior federal, particularmente a partir da criação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), de 2007, e da criação de um programa federal de ação afirmativa obrigatório por meio da Lei no 12.711 de 2012. De 2003 a 2018 os pardos aumentaram sua participação entre estudantes em 11 pontos percentuais e os pretos mais que dobraram.

4. Renda mensal
A pesquisa identificou que a maioria relativa dos (as) discentes concentra-se em 2010, 2014 e 2018 na faixa
de mais de um a dois salários mínimos, respectivamente 18,1%, 23,4% e 23,5%. O porcentual de estudantes sem renda que tinha registrado aumento de 2010 para 2014 – de 0,5% para 1,1% -, registrou queda para 1,7% em 2018. De quase 10 mil graduandos (as) sem renda em 2014, passou a 8.570 em 2018.

O estudo aponta também que, embora nacionalmente 23,5% dos (as) estudantes estejam concentrados (as) na faixa de renda mensal bruta do grupo familiar “Mais de 1 a 2 SM”, o percentual varia segundo as regiões do país. Três a cada 10 estudantes das regiões Norte e Nordeste, 31,7% e 28,2% respectivamente, têm renda mensal bruta do grupo familiar na faixa de “Mais de 1 a 2 salários mínimos”, enquanto nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a relação é de aproximadamente dois a cada 10 estudantes, 18,3%, 19,5% e 20,4% respectivamente.

Quando se considera a renda per capital familiar – se divide a renda mensal bruta do grupo familiar pelo número de membros da família – a pesquisa aponta que 70,2% do universo pesquisado se concentra na faixa de renda mensal de “até um salário e meio”. Do total dos estudantes, 26,6% vivem em famílias com renda per capita de “até meio salário mínimo” e 26,9% com renda per capita “mais de meio a 1 salário mínimo”. Neste sentido, mais da metade (53,5%) dos (as) graduandos (as) pertence a famílias com renda mensal per capita “até 1 salário mínimo”. Na faixa de renda per capita “mais de 1 a 1 e meio SM” estão 16,6%. Inseridos na faixa “Mais de 1 e meio SM” encontram-se 26,9% deste público e 3,0% não responderam. Em números absolutos 319.342 estudantes estão na faixa de renda per capita “até meio salário mínimo”.

Segundo a pesquisa, nacionalmente, 70% dos estudantes tem renda per capita de até 1,5 salário mínimo. O Nordeste tem a maior concentração de estudantes na faixa (81,9%) com renda média de R$ 884,28; Nordeste (78,3%), Sudeste (64,8%), Centro-Oeste (63,7%) e Sul (60,9%).

5. Estudantes ocupados
Em 2014 o percentual de estudantes trabalhadores (as) era de 35,3%, 5,4 p.p a mais do que em 2018. Em 2018, do total de discentes, 29,9% são trabalhadores (as). Por sua vez 40,6% não trabalham mas estão à procura de trabalho, ou seja estão desempregados, e 29,5% não trabalham (inativos).

Entre os estudantes ocupados, os do sexo masculino são majoritários (50,1%), pretos e pardos perfazem 50,4%. A maioria está na faixa etária  “25 anos e mais”. Em relação ao vínculo com o trabalho, 24,4% são estagiários (as), sendo os (as) demais trabalhadores (as) formais e informais. Do total de estudantes ocupados (as), 31,7% tem carteira assinada e 17,0% são funcionários (as) públicos (as).

Têm vínculos precários (sem carteira assinada, sem carteira assinada ou com contrato ajudando familiares, com contrato temporário em uma empresa, organização social ou órgão estatal) 20,0% dos estudantes ocupados (as) e outro tipo de contrato 7,0%. Trabalham mais de 30 horas semanais 45,9% dos (as) estudantes ocupados (as), o que certamente afeta o tempo e as condições de estudo. A maioria dos estudantes ocupados (62,2%) está na faixa salarial de até 1,5 salário mínimo.

6. Origem da escola
Os estudantes das universidades federais vem em maioria absoluta de escolas públicas. Em 2018, 64,7% dos estudantes vieram da rede pública; em 2014, o porcentual era de 64%. Estudaram em escolas particulares 35,3%.

Negros e pardos são 51% nas universidades federais, aponta pesquisa

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